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Duas das cenas de cinema que mais adoro desde a infância, e para sempre!
Como imagens violentas dançam tão bem ao som de músicas românticas...
Filme: Dr. Strangelove or: How I Learned to Stop Worrying and Love the Bomb, Stanley Kubrick (1964)
Música: We'll meet again, de Vera Lynn
Filme: Trainspotting, Danny Boyle (1996)
Música: Perfect Day, Lou Reed
Há filmes, cheios de prémios e óptimas críticas, que durante anos e anos se cruzam no meu caminho repetidas vezes em prateleiras de lojas de VHS’s (sim… anos e anos) e em videoclubes mas nunca despertam em mim qualquer interesse em os ver.
Run Lola Run (Lola Rennt, título original) é um deles. Lembro-me, desde quase sempre, da imagem, na capa da cassete, de uma rapariga a correr com cabelo vermelho alaranjado a esvoaçar, mas por qualquer razão nunca tive vontade de ver o filme. Talvez simplesmente porque a ideia que o título e o cartaz transmitem é obviamente a da história de uma rapariga a correr sem parar, o que não me entusiasmava de forma nenhuma.
No entanto, por ser uma ligeira fã de Tom Tykwer, resolvi que nunca seria uma ligeira fã se nem sequer tivesse visto Run Lola Run (1998). Então vi.
A pergunta para a qual inicialmente queria resposta era, claro está, “Afinal porque tanto corre Lola?”. Lola (Franka Potente) tem como missão desencantar uma generosa quantia em dinheiro, para salvar a pele do namorado envolvido em negócios de diamantes, em 20 minutos apenas. Por isso corre, corre e corre.
É um filme stressado e stressante, num bom sentido, que, com apenas 80 minutos de duração, nos cola ao ecrã do início ao fim. Gostei particularmente da imprevisibilidade, da visão de que tudo o que se passa no dia-a-dia de uma pessoa tem repercussões na sua vida (em pequena ou grande escala) e das referências a Vertigo de Alfred Hitchcock.
Vale a pena ver.
(Perdão por o post ser fraquinho. Para falar de filmes ou revelo tudo ou não revelo quase nada, não consigo ficar no meio termo. E entre uma hipótese e outra, acho preferivel não revelar quase nada. Fica só a sugestão.)
Era uma vez um rapaz chamado Christopher McCandless.
Christopher era um jovem como tantos outros, com personalidade e opiniões bem marcadas. Em 1990, com 22 anos, Chris terminou os estudos na Universidade e resolveu fazer uma viagem. Mas não era uma viagem comum. Estava prestes a iniciar a maior aventura da sua vida. Antes de partir doou todo o dinheiro das suas poupanças (25.000 dólares) a uma instituição de caridade. Partiu apenas com o seu carro velho, poucos pertences e um novo nome – Alexander Supertramp.
Chris sempre teve uma forte opinião sobre a importância, ou falta dela, das coisas materiais da sociedade na nossa vida. E não só em relação ao dinheiro e objectos de valor. Chegou a recusar cargos na Universidade por entender que os títulos e as regalias relacionadas com estatutos não faziam qualquer sentido, servindo apenas para categorizar umas pessoas descriminando outras.
O objectivo da viagem era, por isso, fugir ao materialismo e hipocrisia social. O destino? Alaska!
A história verídita da viagem de Christopher McCandless inspirou Jon Krakauer a escrever o livro Into the Wild (1996) relatando as aventuras de Chris,
assim como Sean Penn a realizar um filme, de mesmo nome, 11 anos mais tarde (2007).
Recomendo tanto o livro, por ser tão completo e rico (para quem estiver interessado, aconselho a comprar a versão em inglês, para aproveitar as passagens dos livros favoritos de Chris na versão original) como o filme, que vale muito pela fotografia e pela interpretação de Emile Hirsch.
Chamo ainda a atenção para a Banda Sonora Original, da autoria de Eddie Vedder, concebida propositadamente, e de forma mais que perfeita, para o efeito.
Quer prefiram literatura, cinema ou até música (ou, idealmente, os três), não deixem passar esta história inspiradora e obrigatória. Vale mesmo a pena dar-lhe atenção.

da versão "original" de 1973. Nomeado para dez Óscares e cinco Globos de Ouro, este filme não vos vai fazer adormecer no sofá... Mesmo que não sejam fãs de filmes de terror, como eu, vale a pena ver (ou recordar) esta pérola cinematográfica que se tornou num dos filmes de terror mais lucrativos da história da sétima arte. Os efeitos especiais não são os melhores comparando com filmes mais recentes do mesmo género. Porém, provavelmente sentirão que alguém está a observar-vos do canto da sala... Ou quem sabe, no quarto. Falo por mim.